Justiça

Pai do menino Rafael acusa mãe de maus tratos em primeira audiência do caso de Planalto

Além do homem, uma professora e o então namorado de Alexandra Dougokenski, presa pelo crime, foram ouvidos por cerca de seis horas
02/10/2020 - 10h55min Corrigir

Durou cerca de seis horas a primeira audiência do caso Rafael Mateus Winques, nessa quinta-feira (1º), no Fórum de Planalto, município da Região Norte do Rio Grande do Sul. O menino, de 11 anos, foi encontrado morto no dia 25 de maio, após estar desaparecido por dez dias. A mãe, Alexandra Dougokenski, assumiu a autoria do crime e está presa.

Foram ouvidos pela juíza Marilene Parizotto Campagna, o pai de Rafael, uma professora e o namorado de Alexandra na época. Acompanharam os depoimentos a defesa da acusada e o Ministério Público.

Rodrigo Winques, o pai, foi o primeiro a depor. Perguntado sobre como era Alexandra como mãe, Rodrigo afirmou que "ela sempre dava de pau neles". E ainda completou dizendo que ela gritava muito com o menino. Além de Rafael, Alexandra é mãe de um adolescente de 16 anos.

O homem falou ainda que "tinha esperança" de encontrar o filho vivo, quando saiu de Bento Gonçalves, onde mora, para colaborar nas buscas da criança, que estava desaparecida. Rodrigo lamentou a perda de Rafael e disse que a vida sem o filho "ficou muito ruim. Sonhava construir uma casinha pra ele".

Na sequência, o namorado de Alexandra na época, Delair de Souza, passou a ser ouvido. Ele falou à juíza que não notou nenhuma mudança de comportamento em Alexandra nos dias em que a polícia realizava as buscas por Rafael. No entanto, Delair comentou que, quando a ex-companheira confessou o crime, "se tornou uma pessoa muito fria”.

A professora de Rafael, Ana Maristela Stamm, foi a última a ser ouvida. Ela disse que não conhecia Alexandra e se referiu ao aluno como "disciplinado" e "impecável". "Me chamou a atenção que ele estava sempre, todos os dias lindo, super bem vestido. Sempre muito bonito", afirmou. Porém, a educadora destacou o comportamento tímido e introspectivo do menino. "Ele era assim com todos os professores. Totalmente na dele".

No total, serão ouvidas 17 testemunhas, além de Alexandra. A ré responde por homicídio qualificado (praticado por motivo fútil, com meio cruel e recurso que dificultou a defesa) e, atualmente, está presa na Penitenciária de Guaíba. Conforme a perícia, Rafael morreu por asfixia mecânica provocada por estrangulamento.

Uma nova audiência está marcada para o dia 9 de outubro, próxima sexta-feira. A defesa de Alexandra propôs a realização de uma acareação entre o pai do menino e ela. A juíza deu o prazo de cinco dias para que Rodrigo responda se aceita ou não depois de consultar um advogado. O Ministério Público, por sua vez, se manifestou contrário, pelo menos até que Alexandra preste depoimento à Justiça.

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