Rural

Piscicultura cresce e vendas estão aquecidas na Semana Santa no RS

De acordo com a Emater, a perspectiva é de que cerca de 579 mil quilos de pescados sejam comercializados
14/04/2022 - 13h11min Ascom Emater-Ascar / Edição: Redação Blog do Juares Corrigir

Dentro do panorama mundial da Aquicultura, a produção de pescado de água doce representa, entre os setores de produção de alimentos, a alternativa com maior potencial de crescimento. O cultivo de peixe no Brasil está em franco crescimento, com um aumento de 38,7% nos últimos seis anos. Só no ano passado foram produzidas 802 mil toneladas de peixes, movimentando em torno de R$ 8 bilhões por ano, e a atividade pode crescer mais, devido às características climáticas, topográficas e hídricas favoráveis do país.

O Rio Grande do Sul segue na mesma direção. Segundo dados da Emater, o Estado conta com 50.464 produtores, sendo 78% para subsistência e 22% para comercialização. A produção é de 17.700 toneladas. São 84 indústrias, sendo 65 em funcionamento. A maioria, 87% são peixes de cultivo, 7% de captura e 6% cultivo/captura. Entre as espécies cultivadas, 65% são carpas, 27% tilápias e 8% nativas. No Rio Grande do Sul a piscicultura tem um grande potencial para a produção de peixes em sistema semi-intensivo nas propriedades de agricultura familiar.

A Emater, vinculada à Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), presta assistência técnica no Estado para 5.289 produtores. Na região de Porto Alegre são 505 piscicultores assistidos em 38 municípios que recebem apoio dos extensionistas para desenvolver a atividade. A produção é vendida em mercados locais e diretamente aos consumidores, mas o período de maior escoamento é na Semana Santa. Estima-se que esta quantidade de pescado comercializada no período represente de 20 a 25% da produção anual.

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Conforme levantamento da Emater, na Região de Porto Alegre, que compreende 72 municípios, a perspectiva é comercializar neste ano, somente na Semana Santa, cerca de 579 mil quilos de pescados (que inclui os provenientes da piscicultura/aquicultura e da pesca). Ocorrerão feiras em 49 municípios, porém muitos piscicultores estarão vendendo nas propriedades também. O preço médio de venda do pescado gira em torno de R$ 22,87 kg.

O município de Triunfo, localizado na região Metropolitana, possui mais de 30 anos de tradição na área da piscicultura, contando com duas associações: a Associação dos Piscicultores de Triunfo (Aptri) e a Associação dos Aquicultores de Triunfo (Aquatri). Juntas, agregam mais de 60 produtores, com mais de 80 viveiros e uma produção total média de 27 toneladas por ano.

Em Triunfo, o ápice da comercialização se dá na Semana Santa e, por isso, o município realiza a 29º Feira do Peixe Vivo, na Praça Bento Gonçalves e na sede da Aptri, junto à Secretaria Municipal da Agricultura. Também ocorrerá venda no entreposto comercial da Aptri e diretamente nas taipas em mais de 15 localidades. Durante as vendas serão ofertadas carpas capim, cabeça grande, húngara e prateada, jundiás, tilápias e traíras.

Como forma fomentar produtores e estimular o consumo em Triunfo, em novembro de 2021 a Emater e Seagri promoveram a primeira Feira do Peixe. A feira superou as expectativas e trouxe bons resultados, pois foram vendidas cerca de oito toneladas, avalia o extensionista da Emater em Triunfo, Guilherme Fantin.

Os produtores atendidos pela Emater são orientados a realizar o policultivo de carpas, onde diferentes espécies de carpas capim, húngara, prateada e cabeça grande são criadas ao mesmo tempo, no mesmo viveiro. O grande benefício deste sistema é o fato de terem hábitos alimentares complementares, não competindo de forma significativa pelo alimento e reduzindo o custo de produção. As carpas capim alimentam-se da vegetação espontânea que cresce nos viveiros e recebem complementação de pasto. acrescentada pelos piscicultores. As húngaras comem pasto e subprodutos da produção de grãos, farelos, frutas e hortaliças da propriedade. Já as prateadas e cabeça grande alimentam-se de fito e zooplâncton, respectivamente. A produção de plâncton e a aceleração do crescimento dos peixes podem ser estimuladas pela adubação dos viveiros, fornecimento de alimento e controle de parâmetros químicos e físicos da água.

Há alguns anos a Emater aderiu aos anseios dos produtores no desenvolvimento de técnicas de criação em monocultivo de tilápias no Rio Grande do Sul, através de suas unidades experimentais e treinamento de extensionistas, que orientam diretamente o produtor. Os piscicultores recebem Assistência Técnica e Extensão Rural e Social (Aters) de manejo nas diferentes fases de criação, como construção, esterilização, adubação e calagem dos viveiros, controle físico-químico da água, densidade de povoamento, controle de doenças e predadores, biometria, alimentação, técnicas de despesca e apoio à comercialização.

A produção de carpas e tilápias está em constante desenvolvimento e os produtores podem receber orientações nos escritórios da Emater de seus municípios e também fazer o curso de piscicultura que é ofertado no Centro de Treinamento de Agricultores de Montenegro (Cetam), administrado pela Instituição.

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