Justiça

MP denuncia homem por estupro e morte de adolescente indígena no RS

A jovem Daiane Griá Sales, de 14 anos, foi encontrada morta no dia 4 de agosto
05/10/2021 - 17h05min Ascom Ministério Público RS / Edição: Redação Blog do Juares Corrigir

O Ministério Público do Rio Grande do Sul denunciou, na última sexta-feira (1º), o homem de 33 anos que estuprou e matou por asfixia a indígena Daiane Griá Sales, de 14 anos. O crime ocorreu em 1º de agosto, no interior do município de Redentora, no Noroeste do RS. Ele foi acusado dos crimes de estupro de vulnerável e homicídio com seis qualificadoras (meio cruel, motivo torpe, dissimulação, recurso que dificultou a defesa da vítima, para assegurar a ocultação de outro crime e feminicídio).

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O corpo de Daiane foi encontrado por um agricultor em uma lavoura na localidade de Posse Ferraz, distante cerca de 10 km de onde ocorreu a festa, com indícios de violência sexual e a parte inferior dilacerada. Segundo o laudo de necropsia, o dilaceramento teria sido causado "provavelmente por animais e/ou aves de rapina", restando descartada ação de origem humana nesta parte.

Segundo o promotor de Justiça Miguel Germano Podanosche, o denunciado é não-indígena e foi de carro até uma localidade na zona rural de Redentora, ciente de que ali aconteceriam alguns bailes na noite do crime. Ele, então, passou a oferecer carona a jovens indígenas que se movimentavam a pé pelas imediações. “A vítima aceitou a carona e foi conduzida até o local do crime, especialmente selecionado em razão de ele o conhecer muito bem, dado que sua família havia possuído, em outros tempos, uma propriedade lindeira por ele frequentada. Lá, a ofendida, embriagada excessivamente, sem poder resistir, foi estuprada, estrangulada e morta”, explica.

A prática, conforme a denúncia, decorreu de motivo torpe, correspondente ao desprezo do denunciado para com a população originária Kaingang e seus integrantes (etnofobia), nutrido pela falsa ideia de que tal comunidade e as autoridades constituídas reagiriam com passividade ao estupro em razão de sua condição de indígena. “Convém esclarecer que o denunciado estava procurando sua vítima em eventos sabidamente frequentados por jovens indígenas, havendo, inclusive, oferecido carona a outras garotas da mesma etnia, de modo que se pode afirmar que o fato de a ofendida integrar tal etnia foi fator determinante para que ela fosse objeto preferencial da escolha do denunciado. Ainda, a infração penal foi perpetrada mediante dissimulação, dado que a vítima fora atraída para o cenário dos eventos criminosos aceitando uma proposta de carona oferecida pelo denunciado, sem sequer imaginar o que lhe poderia acontecer em seguida”, relata o promotor.

As investigações ficaram a cargo da 22ª Delegacia de Polícia Regional de Três Passos. Um coletiva de imprensa foi realizada no dia 15 de setembro para detalhar o desfecho do inquérito policial. Ao longo dos trabalhos de apuração, dois suspeitos foram presos temporatiamente, mas a polícia concluiu que apenas um deles tinha envolvimento com o crime. De acordo com as autoridades, o acusado morava perto de onde tudo aconteceu. Durante depoimento, o homem apresentou contradições sobre o que teria acontecido na noite em qiue Daiane desapareceu. 

A investigação concluiu que o sujeito agiu sozinho e teria utilizado o veículo para abandonar o corpo da jovem no local onde ele foi encontrado. Exames realizados pelo Instituto Geral de Perícias (IGP) detectaram vestígios genéticos dele junto ao cadáver da vítima. O acusado está preso preventivamente. 

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